A exchange de criptomoedas Bybit anunciou nesta terça-feira (20) que protocolou seu pedido de autorização para funcionar como Sociedade Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAV) no Brasil. A empresa também informou ter destinado cerca de R$ 30 milhões à integralização de capital de sua operação brasileira, como parte dos preparativos para atender às exigências do Banco Central. O pedido foi apresentado dez dias antes do prazo de 30 de outubro, estabelecido pelo regulador para que empresas de criptomoedas que já estavam em atividade no país entreguem a documentação inicial do processo de autorização. Segundo a Bybit, a preparação incluiu a formação de uma diretoria dedicada ao mercado brasileiro, com profissionais responsáveis pelas áreas financeira, jurídica, de compliance e gestão de riscos. A operação local é liderada por Bruno Lopes, country manager da exchange no país. “O protocolo representa mais uma etapa do nosso compromisso de construir uma operação sólida e de longo prazo no Brasil. Estamos combinando a tecnologia global da Bybit com uma estrutura local preparada para atender às exigências brasileiras”, afirmou Lopes, em comunicado. O executivo acrescentou que a empresa considera a regulamentação parte do amadurecimento do setor e uma base para desenvolver serviços com maior transparência. Leia também: Regulação cripto: veja a situação de cada exchange no processo de autorização do Banco Central Fundada em 2018, a plataforma oferece serviços de compra e venda de Bitcoin e outras criptomoedas, além de produtos voltados a investidores e operadores do mercado de ativos digitais. Raphael Souza, diretor jurídico da Bybit no Brasil, afirmou que a empresa procurou aproveitar a experiência adquirida com o processo regulatório europeu. “Houve um trabalho intenso de coordenação entre a equipe brasileira e os times globais de jurídico, compliance, riscos e produto da Bybit. Aplicamos ao Brasil o mesmo padrão regulatório que norteou nossa autorização sob o MiCA, na Europa, concedida em 2025: governança robusta, segregação e custódia de ativos, prevenção à lavagem de dinheiro e transparência com o cliente”, declarou. O MiCA é o conjunto de regras da União Europeia para o mercado de criptoativos, que estabelece requisitos para empresas que oferecem serviços relacionados a criptomoedas e para determinados emissores de tokens. Apesar do protocolo, a Bybit ainda não possui autorização definitiva para operar como SPSAV no Brasil. O pedido será analisado pelo Banco Central, que poderá solicitar documentos adicionais antes de decidir sobre sua aprovação. Exchanges correm para cumprir prazo do Banco Central A Bybit se junta a uma lista crescente de empresas que anunciaram pedidos de autorização no Brasil nas últimas semanas. Na segunda-feira (19), a OKX confirmou ter apresentado sua solicitação ao regulador. A companhia pretende atuar como corretora de ativos virtuais e também buscar autorização para operações de câmbio, segundo informações publicadas inicialmente pela Exame. Outras empresas, como Brasil Bitcoin, UnblockPay e Crown, emissora da stablecoin BRLV, também anunciaram pedidos de autorização nos últimos dias. A movimentação acontece em meio às mudanças provocadas pela regulamentação do setor, publicada pelo Banco Central em novembro de 2025 e em vigor desde fevereiro deste ano. As novas regras estabelecem exigências de capital mínimo, governança, segurança cibernética, controles internos, proteção dos recursos dos clientes e prevenção à lavagem de dinheiro. As prestadoras podem ser classificadas em três modalidades: intermediárias, custodiantes e corretoras de ativos virtuais. A classificação depende dos serviços oferecidos por cada empresa e determina parte das obrigações regulatórias aplicáveis. Leia também: Quanto custa ter uma empresa cripto no Brasil com a nova regulação do Banco Central Além do capital mínimo, as companhias precisam demonstrar que possuem estrutura operacional e controles adequados para desenvolver suas atividades. Para as empresas que já estavam funcionando no Brasil quando a regulamentação entrou em vigor, o Banco Central estabeleceu um processo de autorização dividido em duas fases. A primeira exige a apresentação da documentação inicial até 30 de outubro de 2026. O protocolo permite que as empresas abrangidas pelo regime de transição avancem no processo de análise, mas não significa que já tenham recebido a licença definitiva. O aumento dos custos para cumprir as novas exigências também levou algumas empresas a rever sua atuação no país. Corretoras como Coinext, NovaDAX e Digitra.com anunciaram o encerramento de suas operações brasileiras, enquanto outras passaram a buscar parcerias ou mudanças em suas estruturas de negócios. O cenário indica uma reorganização do mercado brasileiro de criptomoedas, com empresas internacionais buscando consolidar operações locais e companhias menores avaliando os custos necessários para continuar atuando. Se você quer investir em criptomoedas com segurança, o Mercado Bitcoin oferece um benefício especial aos nossos leitores: use o cupom PORTAL250 no cadastro e ganhe R$ 50 de bônus em Bitcoin ao comprar R$ 250 em ativos. Clique aqui para abrir sua conta. O post Bybit entra com pedido de licença cripto ao Banco Central apareceu primeiro em Portal do Bitcoin.
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