O chanceler iraniano Abbas Araghchi publicamente acusou "elementos" da administração Trump de orquestrar manipulação de preços de energia através da mídia, com base em informações de inteligência iraniana. Tais alegações, se verdadeiras, indicam uma distorção artificial na formação de preços de commodities, impactando a oferta e demanda percebida, e elevando o prêmio de risco geopolítico nos mercados de petróleo. A incerteza gerada pode pressionar o Brent (BNO) e o WTI (USO) para cima devido ao risco geopolítico, beneficiando empresas como XOM e PETR4, enquanto prejudica companhias aéreas como AZUL4 e GOLL4 devido ao custo do combustível. Para o Brasil, a potencial alta do petróleo pode fortalecer a PETR4, mas depreciar o BRL frente ao USD (USDBRL), com impacto inflacionário e pressão na Selic via Copom. Governos e bancos centrais globais monitorarão de perto a escalada da retórica, pois a instabilidade nos preços do petróleo pode desestabilizar economias e planos de política monetária. Em 2011, durante a Primavera Árabe e conflitos no Oriente Médio, as tensões geopolíticas levaram o preço do Brent a superar US$120/barril, refletindo o prêmio de risco sobre a oferta global de petróleo. A próxima divulgação de dados de estoques de petróleo da EIA nos EUA e quaisquer novas declarações de autoridades iranianas ou americanas serão cruciais para o direcionamento dos mercados. No médio prazo, a persistência de acusações de manipulação pode levar a maior intervenção regulatória ou, alternativamente, a um ceticismo generalizado sobre a transparência do mercado de energia.
Nas próximas 2-4 semanas, a volatilidade no mercado de petróleo persistirá. Se novas evidências ou declarações corroborarem as acusações, o Brent poderá subir para US$95-98. O gatilho para uma correção seria a minimização das tensões ou uma resolução diplomática, levando o Brent de volta à faixa de US$85-87.
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