O Bitcoin acelerou acima de US$81.000 na quinta-feira, reagindo ao arrefecimento dos temores sobre as taxas de juros e uma nova onda de demanda institucional. O governador do Federal Reserve, Christopher Waller, indicou que poderia apoiar a manutenção das taxas de juros inalteradas este mês, caso a inflação de agosto continue a arrefecer, diminuindo as probabilidades de um aumento em setembro. Esse cenário de 'risk-on' impulsiona ativos digitais, com o Bitcoin atraindo compradores significativos. A reação dos traders de opções, no entanto, sugere uma precificação mais conservadora, indicando que o mercado não antecipa um rompimento sustentado sem volatilidade. Para investidores brasileiros, a valorização do Bitcoin pode ser vista como um termômetro para o apetite global por risco, influenciando indiretamente o BRL e o IBOV em cenários de maior liquidez global. Um paralelo histórico pode ser traçado com o 'Powell Pivot' de 2019, quando a mudança na retórica do Fed impulsionou o S&P 500 em 28% no ano, após um período de aperto. Os próximos eventos a monitorar incluem o relatório de Payroll dos EUA em 4 de setembro e a decisão do FOMC em 16 de setembro. No médio prazo, o Bitcoin pode consolidar seu patamar acima de US$80.000 se os dados de inflação continuarem favoráveis, mas uma reversão na política do Fed pode gerar forte correção.
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