A InfoMoney divulgou que as leituras prévias sobre os resultados do terceiro trimestre do setor de saúde ainda não convergem. Analistas da XP Investimentos acreditam que as operadoras vão registrar um trimestre forte, impulsionado pela melhora da sinistralidade, sazonalidade favorável e sólido momento operacional. Já o BTG Pactual prevê um trimestre mais moderado, com desaceleração da receita e pouco espaço para expansão de margem, apontando que a comparação com o forte 3T do ano passado será o principal desafio. Ambas as casas concordam que Fleury (FLRY3) e Mater Dei (MATD3) devem apresentar crescimento sólido, enquanto a Hypera (HYPE3) tem expectativa mais fraca. A Rede D'Or (RDOR3) e a Bradsaúde (SAUD3) são vistas como escolhas estáveis, sem surpresas. A XP destaca que as adições líquidas de beneficiários – 109 mil no período julho‑agosto segundo a ANS – são o principal vetor de expansão para as operadoras. A Bradsaúde ganhou 67 mil vidas, SulAmérica acrescentou 45 mil, enquanto a Hapvida perdeu 88 mil. A sinistralidade deve melhorar para a SulAmérica, mas subir cerca de 1,4 ponto percentual para a Bradsaúde. A Blau (BLAU3) apresenta melhora operacional, ao passo que a Hypera enfrenta pressão no sell‑out devido a uma temporada de gripe fraca e margens menores no novo medicamento GLP‑1 Semavy.
Os resultados trimestrais das operadoras (FLRY3 em 05/11, HYPE3 em 27/10, MATD3 em 30/06) definirão se as projeções de receita e sinistralidade se confirmam; acompanhar também o relatório de adições líquidas da ANS (publicado mensalmente).
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