O índice FTSE 100, que representa as 100 maiores empresas listadas na Bolsa de Londres, registrou uma valorização, em paralelo com o Bitcoin atingindo sua cotação mais alta em três meses. Este movimento simultâneo entre um índice de ações tradicionais e o principal ativo digital sugere um renovado apetite por risco entre os investidores. O mecanismo econômico por trás dessa correlação pode ser um aumento da liquidez global ou uma mudança no sentimento do mercado, favorecendo ativos de maior beta. Consequentemente, ativos como o ETF ISF.L (FTSE 100) e o próprio BTC tendem a se beneficiar, enquanto empresas com grande exposição a Bitcoin, como MSTR, também reagem positivamente. Para o investidor brasileiro, o cenário de risk-on global pode impulsionar o IBOV, embora o BRL possa sofrer pressão de valorização se o USD enfraquecer globalmente. Em 2021, observou-se uma correlação semelhante entre o S&P 500 e o Bitcoin, com ambos atingindo máximas históricas. O próximo evento a monitorar é a divulgação do payroll dos EUA em 4 de setembro, que pode redefinir o sentimento de risco. No médio prazo, a persistência da alta do Bitcoin pode atuar como um indicador de continuidade para o rally das ações europeias, mas a ausência de um catalisador fundamental pode levar a uma correção.
Nas próximas 2-3 semanas, espera-se que o Bitcoin teste a faixa de US$83k-85k, puxando o FTSE 100 para uma alta adicional de 0.5-1.0%, especialmente se os fluxos de capital persistirem. O principal gatilho para uma mudança de cenário seria a publicação do payroll dos EUA em 4 de setembro, que pode influenciar as expectativas de política monetária e, consequentemente, o apetite por risco global. No médio prazo, a sustentabilidade da alta do Bitcoin é crucial para a continuidade do rally em ativos de risco.
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