A pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quinta-feira (16), indica que mais da metade do eleitorado brasileiro apoia a atribuição de Lula a Flávio Bolsonaro sobre a solicitação de tarifas dos EUA. A percepção pública de que um bloco político interno buscou sanções comerciais externas contra o próprio país reduz a confiança em políticas econômicas futuras desse bloco, enquanto fortalece a estabilidade do governo atual e sua previsibilidade em comércio exterior. Consequências para ativos específicos incluem a redução do prêmio de risco para títulos soberanos brasileiros e a valorização de empresas exportadoras que dependem de relações comerciais estáveis. Para o investidor brasileiro, a manutenção da atual política comercial e externa, sem grandes rupturas, pode sustentar o Real e o Ibovespa, reduzindo a percepção de risco político doméstico. Historicamente, a percepção de estabilidade política e previsibilidade em políticas comerciais, como após as eleições de 2006 no Brasil, tende a atrair capital externo e estabilizar o câmbio em períodos subsequentes, com o Ibovespa subindo ~20% nos 12 meses pós-eleição. O próximo gatilho a monitorar será a evolução das pesquisas eleitorais e a formação de alianças políticas, bem como qualquer sinalização concreta de políticas comerciais dos EUA em relação ao Brasil. No médio prazo, até as eleições de 2026, a manutenção dessa narrativa pode solidificar a posição do governo atual, garantindo continuidade nas políticas econômicas e comerciais, impactando positivamente a percepção de risco-país.
Nas próximas 4-6 semanas, a continuidade da narrativa política favorável ao governo atual deve sustentar o Real e o Ibovespa, com o câmbio podendo testar R$5.05 e o índice se aproximando de 178.000 pontos. O principal gatilho de aceleração ou reversão será a divulgação de novas pesquisas eleitorais e a postura oficial dos EUA em relação a tarifas.
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