Demanda por data centers está vindo, mas em velocidade menor que a desejada, diz CEO da CPFL

Gustavo Estrella, presidente da CPFL Energia, afirmou durante o painel do Brazil Wind Power, realizado em São Paulo, que a indústria de data centers vem ao Brasil de forma relevante, estando concentrada entre 60% e 70% nas áreas de concessão da companhia. Contudo, a demanda está se materializando em ritmo menor que o projetado. O primeiro gargalo citado é a carga tributária, que deverá ser resolvida com a regulamentação do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata). O segundo obstáculo é a velocidade de expansão da rede de transmissão, que tem um prazo médio de sete anos entre a identificação da necessidade e a operação efetiva. Nos últimos 12 meses, a CPFL negou pedidos de conexão que somam 8 GW de capacidade de data centers, parte dos quais ele considerou especulativa, mas destacou a necessidade de um regime especial para evitar que a indústria deixe o país devido a esses entraves.

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