A liquidação no mercado de criptomoedas se aprofundou em 25 de junho de 2026, com o Bitcoin (BTC) atingindo uma mínima plurianual. Este movimento foi impulsionado por dados de inflação que reforçaram o sentimento hawkish nos mercados financeiros globais, sinalizando taxas de juros mais altas por mais tempo. O mecanismo principal é a redução da liquidez e do apetite por risco em ativos especulativos, direcionando capital para refúgios ou investimentos de menor volatilidade. As consequências incluem a desvalorização de ativos como ETH, MSTR e MARA, além de impactar a receita de exchanges como COIN. O investidor brasileiro, embora indiretamente, sente o impacto através da desvalorização de ETFs de cripto (HASH11, BITH11) e do aumento da aversão global ao risco que pode afetar o BRL. Um paralelo histórico pode ser visto no bear market de 2022, quando a política monetária restritiva do Fed levou o BTC a cair mais de 60% em um ano. O próximo gatilho a monitorar são os próximos relatórios de inflação e as declarações de bancos centrais, que podem ditar o ritmo da política monetária. No médio prazo, o cenário é de cautela, com potencial para recuperação apenas se houver uma mudança substancial no regime macroeconômico global.
Nas próximas 2-4 semanas, o mercado cripto deve permanecer sob forte pressão vendedora, com o Bitcoin ($59,848 hoje) potencialmente testando o suporte de $55k e $50k se os dados de inflação continuarem elevados. A recuperação dependerá de uma mudança na retórica dos bancos centrais, o que parece improvável no curto prazo. No médio prazo (2-3 meses), a volatilidade persistirá, com qualquer rali sendo uma oportunidade para Smart Money reduzir exposição.
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