Segundo o Jefferies, companhias brasileiras de pequeno e médio valor de mercado estão sendo negociadas em múltiplos próximos de suas mínimas históricas, tanto em termos absolutos quanto em comparação com as grandes empresas, as chamadas "large caps". A perspectiva de queda nas taxas de juros é o principal fator que pode influenciar a reavaliação desses ativos, pois juros mais baixos reduzem o custo de capital para empresas de crescimento e aumentam o valor presente de seus fluxos de caixa futuros. A queda da Selic no Brasil impacta diretamente o custo de dívida e as projeções de valuation para as empresas domésticas, podendo gerar um fluxo de capital para ativos de risco. Em ciclos anteriores de queda da Selic, como observado entre 2016 e 2020, small e mid-caps frequentemente apresentaram desempenho superior às large caps, impulsionadas pela melhora do ambiente de crédito e valuation. O próximo gatilho a monitorar é a decisão do COPOM sobre a taxa Selic em 5 de novembro de 2026. O desfecho dependerá da magnitude e consistência dos cortes de juros, bem como da recuperação econômica subjacente que suporte o crescimento das receitas dessas empresas.
A próxima decisão do COPOM sobre a taxa Selic em 5 de novembro de 2026 será crucial para confirmar a perspectiva de queda nos juros. Os dados de inflação e atividade econômica divulgados nas próximas semanas também serão importantes para balizar a decisão do Banco Central.
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