Binance reabre saques após roubo de 6,3 bilhões de dólares

A Binance restabeleceu os saques de clientes no domingo, quatro dias após hackers drenarem aproximadamente 6,3 bilhões de dólares de suas hot wallets, o maior furto de criptomoedas já registrado. Em sua terceira atualização de recuperação, a exchange afirmou ter reabastecido 90% do montante afetado com fundos da própria empresa, utilizando parte do Secure Asset Fund for Users, do fundo de seguros de futuros e da tesouraria corporativa. No fim do período de reabertura, a Binance processou cerca de 4,65 bilhões de dólares em saques contra aproximadamente 1,01 bilhão de dólares em depósitos, resultando em um fluxo líquido de cerca de 3,64 bilhões de dólares, equivalente a 2,1% dos 171 bilhões de dólares em ativos relatados no último snapshot de reservas. A cobertura alcançada foi de 95%, enquanto os 5% restantes permanecem em tokens menos líquidos fora dos dez principais ativos da lista de reservas. A Binance afirmou que os usuários não suportarão o impacto financeiro do roubo. O FBI atribuiu o ataque à Coreia do Norte, e o Serviço Secreto dos EUA trabalha com a Circle para rastrear e congelar fundos; a Tether reportou cerca de 1,57 bilhão de dólares em USDT congelados, e a Circle afirmou ter congelado mais de 800 milhões de dólares em USDC em coordenação com autoridades.

Análise

A decisão que definirá o desfecho será a conclusão do segundo snapshot de reservas em 4 de novembro, seguido pela próxima fase de saques agendada para terça-feira. O sucesso dessas etapas mostrará se a Binance conseguiu reequilibrar suas reservas e se o mercado aceitará a recuperação.

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