O Federal Reserve Bank de Nova York divulgou um estudo indicando que a queda na participação do dólar nas reservas cambiais globais, de 64% para 56% em uma década, é superestimada. A pesquisa aponta que a mudança não reflete uma realocação generalizada para longe da moeda, mas sim movimentos de um pequeno número de gestores de reservas. Para o investidor brasileiro, a estabilidade do dólar pode implicar menor volatilidade cambial, embora o impacto na Selic seja indireto via política monetária dos EUA. Historicamente, a transição de moedas de reserva, como a libra esterlina no pós-Bretton Woods, ocorre em décadas, não anos, com o dólar consolidando sua posição. O próximo gatilho a monitorar são os dados de fluxo de capitais e anúncios de política monetária dos principais bancos centrais. No médio prazo, o dólar deve manter sua dominância, com flutuações influenciadas mais por juros e inflação do que por uma ampla desdolarização.
Os próximos gatilhos a serem monitorados incluem os dados de inflação dos EUA e as decisões de juros do FOMC em 16 de setembro, que podem influenciar a força do dólar.
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