A inflação geral nos 21 países da Eurozona caiu para 2,8% em junho, vindo de 3,2% em maio e abaixo da expectativa de 3,0%. Este dado reforça a visão do Banco Central Europeu (BCE) a favor de uma postura mais 'paciente' na política monetária. A desaceleração da inflação diminui a pressão para aumentos agressivos nas taxas de juros, o que tende a desvalorizar o Euro e impulsionar os mercados de ações da região. Para investidores brasileiros, isso pode implicar um Real mais forte contra o Euro e um ambiente global mais propenso a risco. Um paralelo histórico pode ser traçado com o ciclo de flexibilização quantitativa do BCE em 2015, onde pressões deflacionárias levaram a uma desvalorização do EUR/USD e rali em ações europeias. O próximo gatilho será a divulgação dos próximos dados de inflação e as declarações de membros do BCE. No médio prazo, uma inflação controlada permite ao BCE manter juros baixos por mais tempo, beneficiando ativos de crescimento.
Nas próximas 2-4 semanas, o EURUSD (atualmente ~1.08) pode testar a faixa de $1.06-1.07 se a divergência de política monetária entre o BCE e o Fed se acentuar. O DAX.DE (25,073 hoje) tem potencial para se aproximar de 25,500-25,800 pontos, impulsionado pela consolidação da narrativa dovish do BCE. O próximo gatilho crucial será a coletiva de imprensa do BCE e a divulgação dos dados de inflação de julho.
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