Vista Capital, cofundada por João Landau, comunicou aos cotistas em 04/11/2026 a decisão de reduzir o risco da carteira a níveis quase nulos, após um ano em que todas as principais posições ficaram no vermelho – situação inédita em seus 12 anos de história. O fundo‑cabeça, Vista Multiestratégia, acumulou queda de 45,9% em 2026 até outubro, recuando 15,4% no mês, enquanto o CDI rendeu 11,7% no ano. Os demais fundos da casa, Vista Macro Absoluto e Vista Hedge (proteção contra perdas), perderam 33,6% e 20,8%, respectivamente. A perda ocorreu pouco depois da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), evento que provocou queda de 13,88% no Ibovespa no primeiro pregão pós‑segundo turno, acionando o primeiro circuit breaker desde 2020. A gestora reconheceu erro ao antecipar a derrota de Lula e ao usar bond proxies em vez de NTN‑B para captar a queda dos juros reais. Apesar das perdas, a Vista mantém otimismo em relação ao governo de Javier Milei e à perspectiva de queda dos juros reais no Brasil.
A decisão do governo sobre a política fiscal e a trajetória dos juros reais no próximo trimestre determinará se os fundos multimercados conseguirão recuperar parte das perdas acumuladas. A divulgação do orçamento federal em dezembro e a reunião do Copom em janeiro são pontos críticos que indicarão se a confiança na dívida pública será restaurada.
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