Braskem Salta 8% com Balanço, mas Citi Prepara Queda

A petroquímica Braskem (BRKM5) apresentou um salto de 8% na B3 após a divulgação do seu balanço do segundo trimestre de 2026 (2T26), refletindo a forte expansão dos spreads internacionais de produtos petroquímicos. Esse mecanismo econômico, que representa a diferença entre o preço da matéria-prima (nafta/propano) e do produto final (resinas plásticas), impulsionou a rentabilidade da companhia. Contudo, analistas do Citi expressaram ceticismo, projetando uma queda para os papéis da Braskem, o que pode impactar negativamente outras empresas do setor como a Unipar Carbocloro (UNIP6). Para o investidor brasileiro, essa volatilidade ressalta a importância de uma análise aprofundada das perspectivas de margem, especialmente em um contexto de mercado como o IBOV, que já mostra um downtrend. Historicamente, em 2018, a compressão dos spreads petroquímicos resultou em uma desvalorização de mais de 30% em empresas do setor, demonstrando a sensibilidade dessas margens. O próximo gatilho crucial será a dinâmica dos spreads internacionais no 3T26, que definirá a trajetória de Braskem. No médio prazo, a performance da BRKM5 dependerá da oferta global de petroquímicos e da demanda por plásticos, enfrentando riscos de sobreoferta e desaceleração econômica.

Análise

Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que a BRKM5 enfrente pressão vendedora conforme a análise do Citi ganha tração, com o preço atual de R$71.63 testando suportes em torno de R$65-68. O principal gatilho de curto prazo será a divulgação de dados sobre os spreads de eteno e propeno para agosto/setembro, que podem confirmar ou refutar a tese de insustentabilidade. No médio prazo (3-6 meses), a ação poderá buscar patamares ainda mais baixos se a sobreoferta global de petroquímicos se intensificar.

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