Saifedean Ammous, autor de "The Bitcoin Standard", afirmou que o Bitcoin se tornará menos volátil e maior que o ouro em capitalização de mercado, sustentando que o Bitcoin já funciona como dinheiro ao ser utilizado como reserva de valor. A tese de Ammous implica que, à medida que a adoção institucional e de varejo aumenta, a liquidez e a profundidade de mercado do Bitcoin se expandirão, o que reduziria a amplitude de suas flutuações de preço, aproximando-o de ativos de menor beta. A valorização ou estabilização do Bitcoin pode atrair fluxos de capital de investidores brasileiros para ativos digitais, potencialmente impactando o mercado de câmbio indiretamente ao influenciar a demanda por moedas fortes para aquisição de criptoativos. O ouro, por exemplo, teve sua volatilidade reduzida e sua capitalização ampliada após o colapso do sistema de Bretton Woods em 1971, conforme ganhava aceitação global como reserva de valor. Os próximos relatórios sobre adoção institucional de Bitcoin e os dados de fluxo de ETFs spot de Bitcoin nos EUA, divulgados semanalmente, serão importantes para monitorar a tese de Ammous. O desfecho depende da capacidade do Bitcoin de manter sua segurança de rede, escalar transações e superar desafios regulatórios globais, fatores que influenciarão sua aceitação como reserva de valor global em larga escala.
A tese de Ammous será testada pela evolução dos fluxos de capital para ETFs de Bitcoin spot, cujos dados são divulgados semanalmente, e pela discussão regulatória em torno das criptomoedas. A decisão do FOMC de 28/10 sobre as taxas de juros também pode influenciar a percepção de risco para ativos digitais.
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