O cobre subiu pelo terceiro dia consecutivo, enquanto o alumínio estendeu sua recuperação de uma mínima de quatro meses, ambos sustentados pela redução das expectativas de aumento das taxas de juros do Federal Reserve. A perspectiva de juros mais baixos tende a enfraquecer o dólar, tornando commodities precificadas em dólar mais acessíveis para compradores internacionais e impulsionando a demanda. Além disso, taxas de juros reduzidas podem estimular a atividade industrial e de construção global, elevando a demanda por metais básicos. Este cenário favorece empresas de mineração e produtoras de metais, que podem ver suas receitas e margens melhorarem. Historicamente, períodos de pausa ou cortes de juros do Fed, como em 2019, correlacionaram-se com valorização de commodities industriais. O próximo gatilho será a divulgação do IPC e a reunião do FOMC, que confirmarão o direcionamento da política monetária. No médio prazo, a manutenção de juros estáveis ou em queda deve sustentar a demanda e os preços dos metais.
No curto prazo (1-3 semanas), espera-se que o cobre e o alumínio mantenham o momentum de alta, com CPER e AA potencialmente subindo 2-4%. O gatilho principal será a próxima reunião do FOMC e os dados de inflação dos EUA, que podem solidificar ou reverter as expectativas de juros. No médio prazo (1-3 meses), se as condições macroeconômicas globais melhorarem, esses metais podem estender seus ganhos em 5-8%.
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