O Iraque sinalizou que pode deixar a OPEP a menos que o grupo conceda ao país uma quota de produção mais elevada, introduzindo incerteza na disciplina de oferta do cartel. Simultaneamente, oficiais europeus visitarão Bagdá para negociações de cooperação energética, focando em projetos de petróleo, gás e eletricidade. Estas conversações incluem captura de gás associado, aumento da geração de energia e expansão da capacidade de armazenamento. O cenário indica uma potencial ampliação da oferta iraquiana de energia, exercendo pressão de baixa sobre os preços globais do petróleo. A OPEP+ pode enfrentar desafios significativos para manter a coesão e o controle sobre a produção, impactando diretamente as receitas das grandes petroleiras. Por outro lado, empresas aéreas e consumidores de energia podem se beneficiar de custos mais baixos. Os gatilhos incluem a decisão da OPEP sobre as quotas iraquianas e os resultados concretos das negociações com a UE.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que o Brent (atualmente $72.63) teste a faixa de $68-70, com potencial de queda para $65 se o Iraque formalizar sua intenção de saída da OPEP. O gatilho principal será a resposta da OPEP à demanda iraquiana e o detalhamento dos acordos com a UE. No médio prazo (Q3 2026), se a oferta iraquiana aumentar, os preços podem se manter sob pressão, beneficiando setores de consumo e prejudicando produtores.
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