Os juros futuros encerraram o pregão desta quinta-feira novamente pressionados pela percepção de uma disputa mais acirrada no segundo turno da eleição presidencial do próximo domingo (25), mas desta vez com um componente de aversão global a risco que ampliou o mau desempenho da renda fixa brasileira. Além dos ajustes de posição às vésperas do embate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas urnas, o avanço do petróleo aos maiores níveis em meses e o estresse causado pela preocupação do mercado com o setor de tecnologia dos Estados Unidos contribuíram para o movimento dos ativos locais ao longo do dia. Com isso, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento de janeiro de 2028 se ajustou em forte alta de 13,77%, do ajuste de ontem, para 12,885%; a do DI de janeiro de 2029 subiu de 12,565% a 12,66%; e a do DI de janeiro de 2031 avançou de 12,60% a 12,66%. Nos Estados Unidos, o movimento das taxas foi inverso diante da busca pela proteção dos Treasuries, os títulos da dívida pública americana, em meio às preocupações do mercado com a sustentabilidade dos investidores de empresas de tecnologia em inteligência artificial. Neste ambiente, a taxa da T-note de dez anos despencava de 5,129% a 4,979% na reta final do pregão em Nova York.
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