Passagens Aéreas Sobem 11,2% Devido a Querosene de Aviação

Passagens aéreas subiram 11,2% em maio, conforme dados da Anac, impulsionadas pelo aumento de 68,5% no preço do querosene de aviação. Este avanço nos custos do combustível, que representa uma parcela significativa das despesas operacionais das companhias, anula os esforços do governo para mitigar o impacto do petróleo. A pressão sobre a rentabilidade das companhias aéreas como AZUL4 e GOLL4 se intensifica, com repasse de custos afetando a demanda e a margem operacional. Para o investidor brasileiro, isso sinaliza pressões inflacionárias persistentes, impactando o IPCA e, potencialmente, a política do Banco Central sobre a Selic. Historicamente, períodos de forte alta no querosene de aviação, como observado em 2022, resultaram em quedas significativas nas ações de companhias aéreas de 20% a 40% em 3-6 meses. O próximo gatilho a monitorar é a divulgação do IPCA de junho, que consolidará o repasse desta alta e a leitura das próximas medidas governamentais ou da política de preços da Petrobras. No médio prazo, a persistência de preços elevados do petróleo e, consequentemente, do querosene de aviação, sugere um ambiente desafiador para o setor de aviação e um risco de desaceleração da demanda por viagens.

Análise

Nas próximas 4-8 semanas, espera-se que as ações de AZUL4 e GOLL4 continuem sob pressão, com potencial de novas quedas de 5-10% caso os dados de demanda de junho e julho sinalizem retração. O principal gatilho de curto prazo é a evolução dos preços do petróleo e a divulgação do IPCA, que pode levar o Banco Central a manter uma postura mais hawkish, impactando a Selic.

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