O ETF FSOL da Fidelity reportou que 99.64% de seus ativos estavam em staking de Solana até 30 de junho, demonstrando uma agressiva estratégia institucional para geração de rendimento. Por outro lado, o ETF FETH da Fidelity não divulgou nenhum valor atual em staking de Ethereum, destacando a ausência de um cronograma garantido para saídas dos ativos em staking. Este movimento sugere uma crescente aceitação do staking como mecanismo de rendimento no mercado institucional, porém com uma avaliação rigorosa dos riscos de liquidez e bloqueio de capital. A alta taxa de staking de FSOL pode impactar a oferta circulante de SOL, enquanto a cautela da Fidelity com FETH pode gerar preocupações sobre a liquidez do staking de ETH e seus derivados. A posição de uma gestora do porte da Fidelity estabelece um precedente importante para a abordagem de outras instituições ao staking de criptoativos. Um paralelo histórico pode ser feito com as incertezas iniciais sobre a capacidade e velocidade de 'unstaking' da rede Ethereum após a atualização de Shapella em 2023. O próximo gatilho a monitorar é qualquer atualização no roadmap de Ethereum que traga maior clareza sobre os prazos de saída do staking. No médio prazo, a evolução da infraestrutura de staking e a regulamentação do setor serão determinantes para a expansão e mitigação de riscos em produtos de rendimento institucionais.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que SOL mantenha sua força, potencialmente testando US$ 85-90, impulsionado pelo fluxo institucional via FSOL. No entanto, ETH deve permanecer sob pressão, com risco de retestar o suporte de US$ 2.400, até que haja maior clareza sobre os mecanismos de saída de staking. O gatilho para uma mudança de cenário seria um anúncio oficial da Ethereum Foundation sobre a otimização dos tempos de unstaking.
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