Os mercados brasileiros chegaram à quarta‑feira, 4 de novembro, ainda sob pressão pelas incertezas sobre a condução da política econômica no próximo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na véspera, o Ibovespa recuou 1,42%, para 165.528 pontos, e o dólar avançou 0,79%, cotado a R$ 5,487, o maior patamar desde dezembro do ano passado. A principal expectativa do dia é a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para a noite, com a maioria das apostas (72,50%) indicando manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano. O Boletim Focus apontou elevação das projeções de inflação e juros para 2027, com a taxa Selic prevista em 12,50% e a inflação esperada em 4,76%. Rumores de reunião entre o presidente eleito e o economista André Lara Resende sobre redução gradual dos juros foram negados pela cúpula do PT. No exterior, o relatório da ADP divulgará a criação de vagas no setor privado em outubro, após 90 mil vagas em setembro.
A decisão do Copom sobre a taxa Selic, prevista para a noite de 4 de novembro, será o evento-chave que confirmará se a política monetária permanecerá restritiva ou se haverá sinal de flexibilização. A publicação dos indicadores externos (relatório ADP, balança comercial dos EUA, ISM services, PMIs globais) ao longo do dia também ajudará a calibrar a percepção de risco dos investidores.
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