As eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, que renovam os 435 assentos da Câmara dos Representantes e de um terço do Senado, chegam à reta final como teste do governo de Donald Trump. De acordo com Maurício Moura, da George Washington University e do Instituto Ideia, o custo de vida – inflação nos supermercados e alta da gasolina – domina a decisão dos eleitores, eclipsando debates sobre política externa. Moura observa que a pauta ideológica perde força diante do aperto financeiro doméstico, tornando o tema "affordability" o motor da eleição. O resultado pode influenciar a regulação das big techs e as tarifas, impactando o comércio com parceiros como o Brasil; contudo, o Departamento de Estado permanece o principal gestor da relação com o país, com pouca ingerência do Congresso. A política de imigração de Trump, especialmente as ações da ICE vistas como violentas e sem devido processo legal, também afeta negativamente sua popularidade, sobretudo em estados como o Texas. As midterms são vistas como palco do "voto de protesto", mas a dinâmica varia por estado.
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