Ibovespa acelera na reta final das eleições; Magazine Luiza (MGLU3) dispara quase 15% e Vale (VALE3) cai A cinco dias da eleição presidencial, o mercado financeiro voltou a elevar as apostas sobre os possíveis rumos do próximo governo. O Ibovespa disparou 1,57% nesta terça-feira (20), aos 208.295,98 pontos, avanço de 3.216,73 pontos que recuperou parte das perdas recentes e aproximou o índice novamente do recorde histórico de fechamento. A valorização ganhou força entre empresas mais sensíveis aos juros, com destaque para os setores de varejo e financeiro. Magazine Luiza (MGLU3) saltou quase 15%, enquanto B3 (B3SA3) avançou mais de 5%. O dólar e os juros futuros seguiram na direção contrária, ambos em queda. O principal combustível veio das expectativas eleitorais. Com a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro entrando na reta final, investidores voltaram a ajustar suas posições diante da possibilidade de mudanças na condução da política econômica a partir de 2027. Segundo Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, o movimento reflete a expectativa de parte do mercado por um ajuste fiscal mais profundo em um eventual governo de oposição. Para o economista, há otimismo com uma possível mudança de governo e com a alteração da agenda econômica caso Flávio Bolsonaro vença, especialmente diante da perspectiva de um ajuste fiscal mais profundo e rápido, conforme indicado durante a campanha. A recuperação também ocorre às vésperas da temporada de balanços do terceiro trimestre. Com juros ainda elevados e sinais de desaceleração econômica, os resultados das empresas devem oferecer novos elementos para avaliar até que ponto as expectativas mais favoráveis já estão refletidas nos preços das ações. Maiores altas e baixas O varejo concentrou alguns dos movimentos mais expressivos da sessão. Magazine Luiza (MGLU3) disparou 14,79%, acumulando valorização próxima de 80% em outubro. Casas Bahia (BHIA3) saltou 20,17%, após a ratificação do pedido de recuperação judicial pelos acionistas, enquanto Americanas (AMER3) avançou 15,58%, com o encerramento de seu processo de recuperação judicial. Entre os bancos, Bradesco (BBDC4) subiu 2,89%, Itaú (ITUB4) ganhou 1,88% e Banco do Brasil (BBAS3) avançou 1,04%. BTG Pactual (BPAC11) valorizou 4,36%, enquanto B3 (B3SA3) saltou 5,38%. Petrobras (PETR4) conseguiu escapar da pressão do petróleo e fechou com alta de 0,36%. Na ponta negativa, Ânima (ANIM3) despencou 9,19%, diante de preocupações com a alavancagem financeira. Vale (VALE3) perdeu 1,39%, pressionada pelo minério de ferro. Cotação do dólar hoje O dólar comercial fechou em queda de 0,58%, a R$ 5,019, acompanhando o maior apetite por ativos brasileiros. Os juros futuros também recuaram ao longo de toda a curva, favorecendo principalmente empresas do varejo, da construção civil e de outros setores mais dependentes das condições de crédito. Fechamento das bolsas americanas Wall Street encerrou a terça-feira sem direção única. Resultados corporativos e a procura por ações de setores menos ligados à tecnologia favoreceram o Dow Jones e o S&P 500, enquanto empresas de tecnologia continuaram pressionadas pelas dúvidas sobre os custos dos investimentos em inteligência artificial. Dow Jones: alta de 1,02%, aos 52.495,88 pontos S&P 500: alta de 0,28%, aos 7.712,57 pontos Nasdaq: queda de 0,02%, aos 26.424,82 pontos O recuo do petróleo, depois de o Brent superar momentaneamente US$ 110 durante a sessão, também ajudou a aliviar parte das preocupações com a inflação americana. No Brasil, a quarta-feira (21) terá a divulgação do balanço da WEG (WEGE3) e de uma nova pesquisa Quaest, que deve movimentar as expectativas para o segundo turno presidencial. A última cotação do Ibovespa, referente ao pregão de segunda-feira (19), foi de 205.079,25 pontos, com queda de 0,17%.
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