O preço do ouro caiu abaixo de US$ 4.400, cotado a $4391.00 hoje, reagindo à percepção de uma postura mais restritiva do Federal Reserve e ao progresso nas negociações sobre a segurança do Estreito de Ormuz. A expectativa de juros mais altos nos EUA aumenta o custo de oportunidade de deter ouro, que não oferece rendimento, enquanto a redução do prêmio de risco geopolítico diminui a demanda por ativos de refúgio. Este cenário pressiona o GLD (ETF de ouro) para baixo e fortalece o dólar, ao mesmo tempo em que pode aliviar a pressão altista sobre o Brent e o WTI se as negociações de Ormuz forem bem-sucedidas. Para o investidor brasileiro, a valorização do dólar (USDBRL) pode mitigar parte da queda do ouro em reais, mas a aversão ao risco global tende a impactar negativamente o IBOV, especialmente em setores dependentes de commodities. Historicamente, em 2013, a "taper tantrum" do Fed, quando se sinalizou a redução do QE, provocou uma queda de cerca de 28% no preço do ouro em seis meses. Os próximos dados de inflação dos EUA e as declarações de membros do Fed serão cruciais para determinar a trajetória dos juros e o sentimento de mercado, além de quaisquer atualizações sobre as negociações em Ormuz. No médio prazo, se a desinflação continuar e as tensões geopolíticas diminuírem, o ouro pode permanecer sob pressão, com um potencial de consolidação abaixo de US$ 4.400.
Nas próximas 2-4 semanas, o ouro ($4391.00 hoje) deve permanecer sob pressão, com o suporte em US$ 4.350 como ponto chave. Gatilhos para uma reversão incluem dados de inflação dos EUA mais altos que o esperado ou uma deterioração inesperada nas negociações do Estreito de Ormuz. Se o Fed reforçar o tom hawkish, o ouro pode testar US$ 4.300.
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