Empresas multiplicam experimentos com inteligência artificial, mas poucas conseguem convertê-los em operação. Para Rodolpho Freire, líder de tecnologia e doutor em Ciências pela USP, o gargalo não está na tecnologia disponível, mas na ausência de um critério que defina, logo na entrada, qual caminho cada experimento deve percorrer. A tese do livro "Tecnologia: do suporte ao centro da estratégia" propõe um modelo próprio para escalar iniciativas de IA com governança proporcional ao risco, partindo de uma mudança de posição: durante décadas, a tecnologia ocupou lugar subordinado ao negócio e foi avaliada por estabilidade, custo e cumprimento de prazos. Segundo o autor, esse modelo mostrou seus limites quando o mercado passou a exigir velocidade, personalização e integração digital. O modelo organiza a experimentação em etapas de entrada e priorização, testes controlados, critérios de passagem e operação, sustentadas por uma camada contínua de aprendizado, e transfere o controle da vigilância permanente da área de tecnologia para a própria plataforma. O livro descreve quatro movimentos encadeados, sendo o terceiro que apresenta o F.O.R.G.E. – Funnel, Observe, Refine, Govern e Evolve – e o quarto que examina a liderança que conduz essa transição. Freire reconhece que o modelo não parte do zero, mas reúne práticas já adotadas por grandes empresas de tecnologia, adaptando-as a organizações com sistemas legados, áreas em diferentes estágios de maturidade digital e exigências regulatórias. Ele argumenta que empresas que tentam resolver a tensão entre experimentar e escalar apenas com controle ficam lentas, enquanto as que apostam somente em autonomia se fragmentam. A obra, publicada pela A7Z, certificadora e editora especializada no posicionamento da alta liderança, integra a Rede Líderes, um ecossistema que reúne quem decide em finanças, tecnologia, pessoas, risco e receita para descobrir soluções e tecnologias de mercado capazes de responder aos desafios de suas empresas.
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