A Argentina anunciou que 98% de sua colheita de soja foi concluída, com a projeção de produção mantida em 50,1 milhões de toneladas. Embora a estimativa de soja esteja estável, o avanço dos trabalhos foi lento em certas regiões devido à umidade excessiva do solo. Adicionalmente, a colheita de milho e o plantio de trigo no país enfrentam desafios climáticos, indicando potenciais problemas futuros de oferta. Esta estabilização da oferta de soja pode aliviar pressões altistas nos preços globais, enquanto as dificuldades para milho e trigo sugerem um cenário de escassez e preços mais elevados. Para o Brasil, empresas como JBS (JBSS3) podem ver seus custos de ração pressionados, enquanto produtores de grãos podem ter impactos mistos. Investidores institucionais devem ajustar suas posições em commodities agrícolas e monitorar a exposição à Argentina. Em 2018, secas severas na região resultaram em aumento de até 15% nos preços de soja e milho. Os próximos relatórios climáticos e de progresso de colheita/plantio serão cruciais para a volatilidade do mercado.
Nos próximos 4-6 semanas, a volatilidade no complexo de grãos deve persistir, com os preços de milho (CORN, atualmente em ~$4.50/bushel) e trigo (WEAT, ~$6.00/bushel) podendo testar resistências de +5% a +8% se os relatórios climáticos argentinos continuarem desfavoráveis. Para soja (SOYB, ~$12.00/bushel), a expectativa é de lateralização, com suporte em ~$11.80.
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