Duplicata escritural: R$11 tri aguardam destravamento em meio à reforma

A duplicata escritural, instrumento que visa modernizar o mercado de crédito e pode "destravar" até R$11 trilhões, está com adoção lenta pelas empresas, segundo o InfoMoney. A digitalização das duplicatas visa reduzir burocracia, custos e riscos de fraude, facilitando a antecipação de recebíveis e ampliando a liquidez no mercado de crédito. A demora na implementação retarda o potencial de aumento de volume para fundos de crédito e fintechs de crédito, como StoneCo e PagSeguro. Para o investidor brasileiro, essa lentidão impacta o custo de capital para PMEs, limitando o crescimento e a capacidade de investimento, e afeta o retorno potencial de FIIs de recebíveis. A prioridade dada à reforma tributária pelo governo tem desviado o foco e recursos das empresas para outras pautas regulatórias. A implementação da Lei do Agronegócio (Lei 13.986/2020), que digitalizou o CRA, enfrentou desafios iniciais, mas eventualmente modernizou e expandiu o mercado de crédito rural, impulsionando o volume em bilhões de reais anualmente. O avanço da regulamentação complementar da reforma tributária será o próximo gatilho, podendo liberar atenção e recursos para a duplicata escritural no segundo semestre de 2026. No médio prazo, a adoção da duplicata escritural pode revolucionar o mercado de crédito, impulsionando empresas de tecnologia financeira e fundos de dívida privada, mas o timing é incerto.

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