Com o resultado das eleições presidenciais de 2026 definido, o mercado financeiro se prepara para possíveis oscilações na Bolsa, no dólar e nos juros futuros na segunda‑feira, 26 de outubro. Na transmissão especial da Suno realizada no domingo, 25, Tiago Reis, fundador da Suno, sugeriu que a Bolsa brasileira poderia abrir com queda de aproximadamente 10%, embora admitiu que o número poderia mudar até a abertura dos negócios. O especialista enfatizou que a reação dos investidores dependerá da percepção dos riscos econômicos, especialmente a trajetória fiscal e as perspectivas para os juros. Reis citou a Vale (VALE3) como exemplo de companhia que poderia se beneficiar de um dólar mais valorizado, mas ressaltou que o impacto nas ações dependerá de custos, endividamento e condições de mercado. Ele também mencionou que ações 20% a 30% mais baratas poderiam se tornar interessantes em cenário de maior incerteza. João Daronco, head de ações da Suno Research, recomendou cautela diante da volatilidade esperada, alertando que movimentos bruscos podem levar a decisões precipitadas, tanto de venda quanto de compra. Daronco destacou as small caps, que apresentaram oscilações relevantes e valorizações próximas de 50% após o primeiro turno, e enfatizou a necessidade de diferenciar oportunidades fundamentadas de movimentos impulsionados por expectativas de curto prazo. O comportamento dos juros futuros também foi apontado como ponto de atenção para os investidores.
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