Obama critica "Congresso sem espinha dorsal" ao apoiar o democrata El-Sayed

O ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama atribuiu a inflação e os preços elevados ao presidente Donald Trump e instou os democratas a comparecerem às urnas — especialmente para apoiar o candidato ao Senado Abdul El-Sayed — em um esforço final, no momento em que a votação antecipada começou no Estado, neste sábado. Em uma escola de ensino médio em Detroit, Obama disse aos 4,3 mil democratas reunidos em um ginásio lotado que, com as próximas eleições de meio de mandato, eles tinham uma oportunidade de impor limites a Trump. Embora Obama venha fazendo campanha para vários candidatos — incluindo um discurso em Ohio, mais cedo naquele dia —, sua fala na noite de sábado deu atenção especial a El-Sayed e à acirrada disputa pelo Senado contra o republicano Mike Rogers. "Gostemos ou não, teremos que lidar com mais dois anos disso, mas não precisamos ficar presos a um Congresso sem espinha dorsal", disse Obama, sob aplausos intensos. "A escolha nesta eleição é clara. Abdul está lutando por mudança — uma mudança real." Obama culpou Trump pela inflação, citando a "guerra" do presidente no Irã, suas tarifas — que elevaram os preços dos combustíveis e de outros produtos — e o déficit do país. A disputa pelo Senado é fundamental para as esperanças do Partido Democrata de retomar o controle da Casa. El-Sayed lidera por uma margem estreita. Os democratas precisam conquistar quatro cadeiras para assumir o controle do Senado; manter a vaga ocupada por Gary Peters — que está se aposentando — será crucial, mesmo que cadeiras republicanas no Texas, Alasca e Kansas pareçam surpreendentemente vulneráveis. Para os republicanos, vencer em Michigan poderia ajudar a manter o controle, caso percam outras disputas. A eleição é particularmente acirrada e tornou-se a disputa pelo Senado mais cara da história do Estado. El-Sayed seria o primeiro senador muçulmano do país — um fato mencionado diversas vezes pelo vice-presidente JD Vance, que esteve em Michigan este mês para fazer campanha por Rogers. Ambos os republicanos acusaram El-Sayed de ter ligações com a Irmandade Muçulmana, o que o democrata nega. Nenhuma prova foi apresentada para ligá-lo à organização. O Departamento de Estado dos EUA classificou alguns braços da organização como grupo terrorista. Obama acusou Rogers de apoiar as políticas de Trump que levaram à inflação. O ex-congressista republicano apoiou a guerra contra o Irã e as tarifas impostas por Trump, mas, mais tarde, recuou em ambas as posições. Obama ecoou o slogan de campanha de El-Sayed, afirmando que promoverá uma mudança que irá “tirar o dinheiro da política e colocar dinheiro no seu bolso”. O ex-presidente Barack Obama em Newark, Nova Jersey, neste sábado (1) Adam Gray/Bloomberg

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