Europa avalia economia de guerra em meio à incerteza de apoio dos EUA

A Al Jazeera publicou uma análise argumentando que a Europa precisa de uma "economia de guerra" para se defender e contrapor a Rússia, dada a crescente incerteza em relação ao apoio dos Estados Unidos. O artigo ressalta que, embora a guerra na Ucrânia persista há mais de quatro anos, a Europa a tem tratado como uma ameaça iminente, e não como uma realidade que já afeta suas fundações. A União Europeia já contribuiu com €18,1 bilhões para empréstimos da G7 em 2024 e finalizou um novo empréstimo de €90 bilhões em abril, este último sem compromisso dos EUA. O texto aponta para divisões internas na UE sobre medidas contra a Rússia, como a manutenção das importações de gás via gasoduto permitidas até o outono de 2027, e a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de suspender sanções relacionadas à Rússia. A situação no Estreito de Ormuz, por onde transitam cerca de 20 milhões de barris por dia de petróleo e 110 bilhões de metros cúbicos por ano de gás natural liquefeito (LNG), é citada como exemplo do potencial para medidas mais rigorosas contra hidrocarbonetos russos. A criação de um mecanismo permanente de endividamento conjunto da UE é apresentada como passo fundamental, inspirada no fundo NextGenerationEU de €750 bilhões de 2020.

Análise

As discussões sobre a próxima rodada de sanções à Rússia e a aceleração da transição energética também serão cruciais, com a permissão de importações de gás via gasoduto até o outono de 2027. Além disso, o cenário eleitoral nos Estados Unidos, especialmente as declarações e políticas do presidente Donald Trump, continuará a influenciar a percepção de segurança europeia.

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