Dólar subiu 0,71% e fechou acima de R$5,00, impulsionado por realização de lucros, pesquisas eleitorais apertadas e cautela com o cenário externo. A alta cambial eleva o custo de importação, pressiona empresas que dependem de insumos dolarizados e aumenta a competitividade dos exportadores ao encarecer o real. Para investidores brasileiros, a variação do dólar impacta o poder de compra interno e a avaliação de ativos em reais, refletindo nas decisões de alocação entre renda variável e cripto. Analistas de fluxo observaram que fundos de hedge aumentaram exposição a moedas fortes e reduziram posições em ativos importadores. Em 2015, o dólar ultrapassou R$3,40, gerando alta nos papéis de exportadores como VALE3. O desfecho dependerá da política monetária do Copom e dos indicadores de inflação, que definirão a trajetória da taxa Selic nas próximas semanas.
A decisão do Copom em 04/11 sobre a taxa Selic, e a divulgação do IPCA em 12/11, definirão a pressão sobre o dólar e os fluxos de capital entre moedas e ativos.
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