O relatório do CPI de junho indica um provável declínio da inflação, mas a perspectiva de que este será de curta duração sugere que as pressões inflacionárias subjacentes continuam fortes. Este cenário implica que a desinflação não está consolidada, podendo levar a uma reaceleração nos próximos meses. Tal movimento tende a manter os bancos centrais em uma postura hawkish, sustentando juros elevados e impactando negativamente ativos de crescimento e renda fixa de longa duração. Commodities como petróleo e metais básicos, representadas por XOM e VALE3, podem se beneficiar de preços mais altos, enquanto o ouro (GLD) atua como hedge inflacionário. Por outro lado, empresas de varejo como MGLU3 e títulos de longo prazo como TLT enfrentarão pressões significativas. Historicamente, nos anos 70, houve múltiplos picos inflacionários após breves períodos de desaceleração, exigindo intervenções mais agressivas. O próximo gatilho será a divulgação dos dados de inflação e emprego subsequentes, com o horizonte de médio prazo apontando para uma persistência da inflação acima das metas, forçando uma reavaliação das expectativas de corte de juros.
Nas próximas 4-8 semanas, o mercado deve reagir com cautela aos próximos dados de inflação, buscando confirmação da persistência dos preços. Se os dados subsequentes do CPI e do PCE mostrarem sinais de reaceleração, o dólar deve se fortalecer (DXY acima de 102) e os rendimentos dos Treasuries de 10 anos podem testar 4.8-4.9%, pressionando ainda mais as equities e a renda fixa. O gatilho principal será a postura do Fed na próxima reunião, que pode reforçar a mensagem de 'juros altos por mais tempo'.
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