O crescimento dos lucros industriais da China desacelerou pelo terceiro mês consecutivo, atingindo o ritmo mais fraco do ano. Esta desaceleração é atribuída a uma economia em arrefecimento, que impacta negativamente a produção e os ganhos de preços das empresas industriais. Isso pressiona ativos como VALE3 e PETR4, devido à menor demanda por commodities, e o ETF FXI, que reflete o mercado chinês. Para o investidor brasileiro, o cenário implica menor demanda chinesa por exportações de commodities, afetando a balança comercial e potencialmente o BOVA11, que tende a refletir o risco global. A desaceleração chinesa de 2015-2016, por exemplo, resultou em quedas de ~70% no petróleo e ~40% no minério de ferro, mostrando o impacto em commodities. O próximo gatilho a observar são os dados de PMI e produção industrial chinesa, além de possíveis anúncios de estímulo governamental. No médio prazo, a persistência dessa fraqueza pode levar a revisões de crescimento global e a uma pressão contínua sobre as empresas exportadoras de commodities.
Nas próximas 4-8 semanas, a pressão sobre commodities e mercados emergentes deve persistir, especialmente se os dados chineses continuarem fracos. O gatilho para uma mudança de cenário seria um anúncio de pacote de estímulo significativo da China ou uma melhora nos dados de manufatura globais.
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