O Bitcoin (BTC) despencou para US$58.000 em 25 de junho, após a divulgação de dados do Índice de Preços para Despesas de Consumo Pessoal (PCE) mais quentes do que o previsto nos EUA. Essa leitura elevou as expectativas de uma política monetária mais restritiva pelo Federal Reserve, com investidores temendo juros mais altos por um período prolongado. A aversão ao risco foi exacerbada por uma sequência de seis dias de saídas líquidas nos ETFs spot de Bitcoin, sinalizando um desinteresse institucional crescente. Essa pressão macroeconômica e a retirada de capital dos ETFs impactam diretamente a demanda e a liquidez do Bitcoin e de empresas correlacionadas. Para o investidor brasileiro, o cenário global de 'risk-off' pode fortalecer o dólar (DXY) e pressionar ativos de risco locais. Um paralelo histórico pode ser traçado com o ciclo de aperto do Fed em 2021-2022, quando o BTC teve correções significativas, como a queda de 70% de novembro de 2021 a junho de 2022. O próximo gatilho crucial será a divulgação de futuros dados de inflação e emprego dos EUA, além de novas declarações do Fed. O horizonte de médio prazo para o Bitcoin dependerá da trajetória da política monetária do Fed, com cenários de recuperação apenas se houver sinais claros de desinflação e um pivot dovish.
Nas próximas 24-72 horas, o Bitcoin (BTC) deve continuar sob pressão, com o suporte de US$58.000 sendo testado e uma alta probabilidade de queda para US$55.000. No médio prazo (1-4 semanas), a trajetória do BTC dependerá fundamentalmente dos próximos dados de inflação e da retórica do Federal Reserve. Um pivot dovish é o principal gatilho para uma reversão, enquanto a manutenção da postura hawkish pode levar a uma queda para US$50.000.
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