Em agosto, o principal fluxo de capital no mercado de ouro não se concentrou em apostas diretas no preço do metal, mas sim em estratégias mais elaboradas para os 'bulls' capitalizarem o rali. Este comportamento indica uma preferência por veículos de investimento que oferecem maior alavancagem ou eficiência de capital em relação ao ouro spot. Consequentemente, ativos como o ETF GDX (Gold Miners ETF) e grandes mineradoras como NEM (Newmont) e GOLD (Barrick Gold) viram influxos significativos. Para o investidor brasileiro, o impacto pode ser sentido através da valorização de empresas com exposição à mineração de ouro, como a VALE3, e indiretamente via o fortalecimento de commodities e um possível enfraquecimento do dólar (DXY), beneficiando o BRL. Historicamente, em ciclos de alta de commodities, ativos de produção (como mineradoras) frequentemente superam o ativo subjacente, como observado com o petróleo e as empresas de energia em 2021-2022. O próximo gatilho a monitorar são os dados de inflação global e as decisões de juros de bancos centrais, que podem solidificar a tese de alta para o ouro. No médio prazo (3-6 meses), a continuidade desta estratégia dependerá da sustentabilidade do rali do ouro e da manutenção da aversão a risco no mercado global.
Nos próximos 4-8 semanas, espera-se que o ouro permaneça em uma trajetória de alta moderada, com os investidores institucionais continuando a favorecer mineradoras e ETFs de alta beta. Um gatilho para aceleração seria a confirmação de dados de inflação acima do esperado, enquanto uma retração do DXY (Dollar Index) abaixo de 99.00 poderia impulsionar ainda mais o metal. A sustentabilidade da aposta dos 'touros' dependerá da capacidade do ouro de romper a resistência em US$4400/onça.
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