Ouro recua com ataques do Irã e temores inflacionários, foco em CPI

O preço do ouro, cotado recuou significativamente, impulsionado por novos ataques do Irã que intensificaram os temores de uma escalada inflacionária global. Tais eventos geopolíticos tipicamente elevam os preços de commodities como o petróleo (Brent a US$79.36), que, por sua vez, pressionam os custos de produção e transporte, alimentando a inflação. A expectativa de inflação mais alta e potencial resposta de bancos centrais penaliza ativos de proteção como o ouro, enquanto pode beneficiar ações de energia como XOM e PETR4. No Brasil, a pressão inflacionária global pode levar à manutenção de juros mais altos pela Selic por mais tempo, impactando negativamente setores sensíveis a crédito e o câmbio (USDBRL a R$5.1075). A atenção do mercado se volta para a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) e potenciais comentários de Warsh, ex-membro do Federal Reserve, que podem sinalizar a postura futura dos bancos centrais. Em episódios de inflação impulsionada por choques de oferta, como o choque do petróleo de 1973, o ouro teve um rali inicial, mas depois consolidou, enquanto os bancos centrais combatiam a inflação com juros altos, penalizando o metal por ser um ativo sem rendimento. A próxima divulgação do CPI nos EUA e as falas de autoridades monetárias serão cruciais para definir a direção do mercado nas próximas semanas. O cenário de médio prazo aponta para maior volatilidade, com investidores buscando clareza sobre a trajetória da inflação e a capacidade dos bancos centrais de contê-la sem sufocar o crescimento econômico.

Análise

Nas próximas 2-4 semanas, o ouro (US$4093.20) provavelmente permanecerá sob pressão, podendo testar a faixa de US$3950-US$4000 se o CPI dos EUA vier acima do consenso. Os preços do petróleo (Brent US$79.36) podem subir para US$82-US$85, impulsionando ações de energia. Acompanhar os comentários de Warsh e outros membros do Fed será crucial para calibrar as expectativas de juros.

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