PGR diz a Fachin ser contra soltura de pai, primo, cunhado e operador financeiro de Vorcaro

A procuradoria-geral da República se manifestou contra os pedidos de soltura de Henrique Vorcaro, Felipe Vorcaro e Fabiano Campos Zettel, respectivamente pai, primo e cunhado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, e do advogado Daniel Monteiro, apontado pela PF como operador financeiro do dono do Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025. O parecer sigiloso foi encaminhado na sexta-feira (16) ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que puxou para si os processos dos casos Master e da Operação Sem Desconto, sobre descontos em benefícios do INSS sem autorização. No parecer, a PGR não se manifesta sobre o pedido de soltura apresentado pela defesa de Daniel Vorcaro. O documento é assinado pelo procurador-geral da República Paulo Gonet, em conjunto com o vice-procurador-geral, Hindenburgo Chateaubriand, e os dois subprocuradores-gerais da República designados para atuar no caso Master, Antônio Edílio Magalhães Teixeira e André de Carvalho Ramos. A manifestação é uma resposta a uma determinação de Fachin para que a PGR se manifestasse sobre vários pedidos que foram apresentados por advogados no âmbito dos processos do Master e do escândalo do INSS. Como mostrou o Valor, desde que Fachin pediu que os processos fossem remetidos a ele, os advogados dos investigados estão vivendo em um "limbo" sem saber com qual gabinete do STF despachar e na expectativa de que Fachin dê alguma definição sobre pedidos das defesas sobre a situação de seus clientes, incluindo de investigados que estão presos. Em sua manifestação, a PGR entendeu que as condições que levaram à prisão dos quatro investigados não se alteraram e não haveria motivos para se defender a soltura deles. "Em todos esses casos, a Procuradoria-Geral da República já se manifestou no sentido do indeferimento dos pedidos formulados, não havendo por que alterar a posição neste momento", afirma o parecer da PGR em relação aos três parentes do ex-banqueiro e a Daniel Monteiro. Na manifestação, a PGR ainda aponta que eventual análise dos recursos depende ainda de uma definição do presidente do STF sobre como ficará o andamento dos processos, e indica que Fachin poderia rever as prisões monocraticamente e submetê-las ao plenário se quisesse. "As decisões, especialmente de maior urgência, a que o Tribunal é chamado a tomar, hão de ficar confiadas ao superior descortino de V. Exa, Ministro Presidente, bem assim os recursos, com análoga premência, pendentes de julgamento, que haverão de ser encaminhados ao Plenário, se V. Exa. não revisar a decisão monocrática, mesmo que não prolatada pela Presidência da Corte", segue o parecer. O presidente do STF ainda analisa quais medidas adotar. Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, do Banco Master, ao ser preso pela PF em março Edilson Dantas/Agência O Globo

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