Disputa no Alasca leva governo Trump à Justiça

Na disputa pelo Senado dos Estados Unidos em Alasca, dois candidatos com o mesmo nome – o senador republicano Daniel S. Sullivan e o professor aposentado Daniel J. Sullivan Jr. – apareceram na mesma cédula, o que gerou suspeitas de confusão de eleitores. O candidato novato, que recebeu cerca de 2,5 % dos votos nas primárias de agosto, afirmou em carta enviada à vice-governadora Nancy Dahlstrom, em 10 de junho, que concorre com seu nome de nascimento e rejeita acusações de que teria entrado na eleição para confundir eleitores ou favorecer a candidata democrata Mary Peltola. Em 28 de outubro, o New York Times publicou reportagem apontando que aliados de Peltola ajudaram a recrutar Sullivan e outros candidatos com o objetivo de retirar votos do senador incumbente. No dia seguinte, o governador republicano Mike Dunleavy determinou investigação criminal sobre possíveis violações das leis estaduais. Em 22 de outubro, o governo Trump entrou com ação judicial alegando que a semelhança de nomes poderia levar eleitores a votar no professor em vez do senador. A ação foi apresentada à Justiça. Peltola negou conhecer ou participar do recrutamento de um homônimo de seu adversário em declaração à BBC em 31 de outubro.

Análise

A decisão do tribunal federal sobre a ação apresentada em 22 de outubro definirá se o governo dos EUA pode interferir nas regras eleitorais do Alasca; o veredicto está previsto para ser publicado até 15 de dezembro de 2026.

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