O ex-ministro da Fazenda e candidato Fernando Haddad declarou, em 25 de setembro, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca tranquilizar empresários sobre a responsabilidade fiscal do governo e o horizonte de investimentos no Brasil. Essa comunicação ocorre a nove dias do primeiro turno das eleições, em um jantar com líderes empresariais em São Paulo, promovido por grupos como Esfera e Prerrogativas. Historicamente, a 'Carta ao Povo Brasileiro' de Lula em 2002 teve um efeito similar de acalmar mercados e atrair investimentos. O principal gatilho de curto prazo é o resultado do primeiro turno das eleições, seguido por anúncios sobre a nova âncora fiscal. No médio prazo, a sustentabilidade do investimento dependerá da consistência entre o discurso e a prática fiscal do governo.
Nas próximas 2-4 semanas, o mercado estará focado no resultado do primeiro turno das eleições, que ocorrerá em 9 dias. A reação inicial dos ativos dependerá da percepção de estabilidade política e da clareza sobre a futura política econômica. Um gatilho chave para o médio prazo (1-3 meses) será a apresentação de uma nova âncora fiscal que substitua o teto de gastos, sendo sua credibilidade essencial para sustentar o otimismo e atrair investimentos.
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