Um relatório do Banco Central Europeu (BCE) revelou que a aceitação de pagamentos em criptomoedas na Zona Euro é marginal, atingindo apenas 0.2% nas transações online e mantendo-se abaixo de 1% em pontos de venda físicos. Esta baixa adoção reflete a falta de utilidade prática das criptomoedas como meio de troca para o consumidor médio e para os comerciantes, que enfrentam desafios de volatilidade, regulação e custos de transação. A notícia pressiona tokens focados em pagamentos como XRP e XLM, bem como empresas de infraestrutura de pagamento cripto como COIN, indicando que o caso de uso de 'dinheiro digital' ainda é incipiente. Para o investidor brasileiro, o cenário europeu reforça a percepção de que, globalmente, a volatilidade e a complexidade regulatória continuam a ser barreiras para a adoção em massa, limitando o potencial de valorização de criptoativos baseados em utilidade de pagamento. Historicamente, a baixa adoção de moedas digitais alternativas, como as e-currencies dos anos 2000, mostrou que a falta de truste e regulamentação impede a escala, similar ao que ocorreu com o PayPal nos seus primeiros anos antes de ganhar aceitação global em 2002. O próximo gatilho a monitorar será a evolução de regulamentações como o MiCA na UE e o progresso em iniciativas de CBDC, que podem redefinir o cenário de pagamentos digitais na região. No médio prazo (12-24 meses), a tendência é que a aceitação de cripto como meio de pagamento permaneça limitada, a menos que haja avanços significativos em estabilidade de preços, interoperabilidade e clareza regulatória.
Nas próximas 6-12 semanas, a tendência é que os dados de adoção de pagamentos cripto na Zona Euro permaneçam estagnados, com o avanço de discussões sobre CBDCs na UE sendo um gatilho potencial para reforçar a preferência por moedas fiduciárias digitais, o que pode continuar a pressionar tokens de pagamento.
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