O Itaú BBA revisou seu cenário macroeconômico para o Brasil, prevendo um ambiente de crescimento mais fraco, inflação elevada e juros altos por um período mais extenso. Em seu relatório de 30 de outubro, o banco reduziu a estimativa de avanço do PIB para 2027 de 1,2% para 0,5% e elevou a previsão para o IPCA de 4,6% para 6,1% no mesmo período. Com a piora das perspectivas de preços, a instituição removeu a expectativa de cortes na Selic para 2027, projetando a taxa em 13,75% durante todo o ano, diferentemente da projeção anterior de queda para 12,50%. Os economistas do banco apontam que a revisão mais expressiva na inflação para 2027, um aumento de 1,5 ponto percentual, reflete principalmente os efeitos de mudanças nos tributos e subsídios sobre combustíveis, de um câmbio mais depreciado e de alterações regulatórias. O banco considerou a volta da cobrança de PIS/Cofins sobre a gasolina, o fim da subvenção ao diesel no segundo semestre e o reajuste do ICMS, além de potenciais impactos da reforma tributária sobre os preços e de mudanças na jornada de trabalho sobre os custos com mão de obra, embora com elevada incerteza sobre o repasse ao consumidor. Para 2026, a projeção do IPCA passou de 5,1% para 5,2%, e a estimativa de crescimento do PIB foi reduzida de 1,7% para 1,6%. O mercado de trabalho também deve sentir o movimento gradualmente, com a estimativa de desemprego elevada para 6,5% no fim de 2027, ante 6,2% anteriormente.
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