Empresas brasileiras observaram um forte aumento nos custos de viagens corporativas devido à pressão do querosene de aviação (QAV) sobre as passagens aéreas. Segundo o Paytrack Index, no terceiro trimestre de 2026 o ticket médio das passagens adquiridas a 5,6 dias do embarque foi de R$ 2.063,12, 110% maior que os R$ 982,70 das compras realizadas a 41,9 dias de antecedência. As compras feitas a 42 dias antes do voo custam, em média, R$ 1.080,42 a mais que as de última hora. O índice, que abrange transações de passagens, hospedagem, alimentação e mobilidade equivalentes a mais de R$ 5 bilhões ao ano, também mostra que o ticket médio na janela moderada (15,4 dias) foi de R$ 1.410,46, 43,5% acima da janela ótima e 46,3% acima da janela crítica. Guilherme Dietze, presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP, destacou que, descontada a inflação, o preço das passagens na janela ótima permanece semelhante ao ano anterior, indicando que a alta real concentra‑se nas compras de última hora. Pedro Góes, CEO da Paytrack, apontou que muitas empresas não monitoram a antecedência das compras, o que eleva custos. O Sicredi, cliente da Paytrack, relatou mais de R$ 2 milhões de economia em passagens e R$ 880 mil em hospedagens em 12 meses, além de redução de até 75% no tempo de reserva. Dados da ANP mostram que, entre 1º de fevereiro e 31 de maio de 2026, o preço do QAV aumentou 87,32%, com alta de 68,5% nos últimos 12 meses, refletindo tensões geopolíticas na Europa e Oriente Médio.
A evolução do preço do querosene de aviação (QAV) nas próximas publicações da ANP, especialmente o relatório trimestral de junho de 2027, definirá se a pressão sobre as tarifas aéreas corporativas continuará ou será mitigada.
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