O mercado de ouro físico em Londres, conhecido como a 'City', está consolidando sua dominância no comércio global do metal, um movimento impulsionado pela percepção de instabilidade global, descrita como o 'efeito Trump'. A City de Londres, como hub de trading físico, também se beneficia de maiores volumes e liquidez. O aumento da demanda global por ouro pode influenciar o preço do ouro em dólar, o que, por sua vez, afeta o valor do ouro negociado no Brasil, dado que o preço doméstico é indexado ao dólar e ao valor internacional do metal. Durante a crise financeira de 2008, o ouro valorizou-se significativamente, subindo cerca de 20% no ano seguinte à falência do Lehman Brothers, refletindo a busca por segurança em momentos de pânico global. Para acompanhar o desfecho, é crucial monitorar as declarações e ações de líderes globais que possam influenciar a percepção de estabilidade geopolítica e econômica. O desfecho dependerá da persistência da instabilidade global e da continuidade da preferência por ativos de refúgio, bem como de eventuais mudanças nas políticas monetárias dos principais bancos centrais que afetem o custo de oportunidade de manter ouro.
O acompanhamento das declarações de políticas econômicas e externas de grandes economias, bem como a evolução de conflitos geopolíticos, definirá a persistência da demanda por ouro. A próxima reunião do FOMC em 28/10 e a decisão do Copom em 04/11 podem influenciar o custo de oportunidade de manter ativos não-remunerados.
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