A FIU da Coreia do Sul propõe expandir a Travel Rule da FATF para incluir transferências cripto de menor valor, citando preocupações com riscos offshore e a aplicação desigual das regras de combate à lavagem de dinheiro (AML) em nível global. Esta iniciativa visa fechar lacunas regulatórias, forçando VASPs a coletar e trocar informações sobre transações antes não cobertas, aumentando a burocracia para usuários e plataformas. O movimento pode gerar custos de conformidade adicionais para exchanges e prestadores de serviços, potencialmente reduzindo o volume de transações e a participação de investidores de varejo. Ativos focados em privacidade, como XMR, e tokens de exchanges como COIN e CRO, enfrentarão pressão direta devido à maior fiscalização e aos custos operacionais. Historicamente, o endurecimento regulatório, como a implementação inicial da Travel Rule em 2019/2020, levou a um período de consolidação e adaptação no mercado, com algumas plataformas restringindo serviços ou delistando ativos de alto risco. O próximo evento a monitorar são as discussões e deliberações da FATF sobre a proposta, com o horizonte de médio prazo indicando um ambiente cripto mais regulado e menos anônimo, favorecendo a conformidade em detrimento da agilidade.
Nas próximas 1-3 semanas, o mercado cripto deve reagir com volatilidade e potencial queda à medida que a proposta da Coreia do Sul for digerida, especialmente se houver indicações de apoio da FATF. Nos próximos 3-6 meses, VASPs começarão a planejar ou implementar adaptações, gerando custos e possível redução de serviços, o que pode levar a uma consolidação de mercado. O gatilho principal será a decisão final da FATF sobre a proposta e a rapidez com que outros países a adotarão.
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