Strategy compra mais R$ 111 milhões em Bitcoin e amplia reserva para 848,5 mil BTC

A Strategy, empresa de Michael Saylor, anunciou nesta segunda-feira (19) uma nova compra de 267 bitcoins (BTC), por aproximadamente US$ 22,1 milhões (cerca de R$ 111 milhões). Com a aquisição, a companhia ampliou suas reservas para 848.517 BTC, consolidando sua posição como a empresa de capital aberto com a maior quantidade de Bitcoin do mundo. As compras foram realizadas entre os dias 12 e 18 de outubro, a um preço médio de US$ 82.900 por Bitcoin, incluindo taxas e despesas. Os números foram divulgados em documento apresentado à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC). Com a nova aquisição, a Strategy acumula aproximadamente US$ 64,02 bilhões investidos em Bitcoin desde que começou a comprar a criptomoeda, em agosto de 2020. O preço médio de aquisição de todo o estoque é de US$ 75.446 por unidade. As reservas representam mais de 4% do limite de 21 milhões de bitcoins que poderão existir, mostrando a dimensão da estratégia de acumulação da companhia. Considerando o preço do Bitcoin próximo de US$ 82 mil nesta segunda-feira, os ativos da empresa estão avaliados em aproximadamente US$ 69,6 bilhões, o que representa um ganho não realizado de cerca de US$ 5,6 bilhões em relação ao custo de aquisição. A nova compra acontece depois de Saylor publicar no domingo (18) uma atualização do gráfico que acompanha as aquisições da empresa, acompanhada da mensagem: “Encontramos espaço para mais laranja”, em referência à cor associada ao Bitcoin. A publicação seguiu um padrão adotado pelo executivo, que costuma antecipar novos anúncios de compras por meio de mensagens acompanhadas do gráfico de acumulação da Strategy. Como a Strategy financiou a nova compra A aquisição foi financiada principalmente pela venda de ações ordinárias da própria companhia, negociadas na Nasdaq sob o código MSTR. Segundo o documento enviado à SEC, a Strategy vendeu 140.872 ações entre 12 e 18 de outubro, levantando aproximadamente US$ 22 milhões líquidos. Os US$ 100 mil restantes foram retirados de suas reservas em dinheiro. A operação foi realizada por meio do programa de venda contínua de ações da empresa, conhecido como at-the-market (ATM), que permite captar recursos no mercado conforme as condições de negociação. Após as vendas mais recentes, a Strategy ainda possui autorização para emitir aproximadamente US$ 18,79 bilhões em ações ordinárias por meio desse programa. A companhia também realizou outras operações de gestão de capital durante a semana. Entre elas, está a recompra de aproximadamente 1,94 milhão de ações preferenciais STRC, por US$ 193,1 milhões. Esses papéis fazem parte da estrutura de financiamento desenvolvida pela Strategy para captar recursos e remunerar investidores que buscam rendimento em dólares, em vez de exposição direta à valorização do Bitcoin. A companhia também utilizou US$ 45,5 milhões de suas reservas em dólares para pagar dividendos relacionados às ações preferenciais. Ao final do período, em 18 de outubro, a Strategy mantinha US$ 4,83 bilhões em uma reserva destinada principalmente ao pagamento de dividendos e juros, além de US$ 447,3 milhões em caixa para outras atividades, incluindo possíveis compras de Bitcoin. A empresa também anunciou a ampliação de seu programa de recompra de títulos de crédito digital, cujo limite passou de US$ 2 bilhões para US$ 3 bilhões. No mesmo período, o Bitcoin recuou cerca de 2,6%. O desempenho mostra que as ações da companhia podem sofrer oscilações significativamente maiores do que as da própria criptomoeda, uma vez que seu valor também depende das condições de financiamento, das expectativas dos investidores e da estrutura de capital da empresa. Recentemente, a provedora de índices MSCI anunciou mudanças em seus critérios de classificação que podem resultar na exclusão de empresas com grandes reservas de criptomoedas de determinados índices, caso sejam consideradas companhias sem atividades operacionais relevantes. A decisão pode afetar empresas como a Strategy, que adotaram a acumulação de Bitcoin como principal estratégia financeira. Além disso, analistas da empresa de pesquisa K33 alertaram para os custos crescentes associados à emissão de ações preferenciais da Strategy. Segundo Vetle Lunde, chefe de pesquisa da companhia, as obrigações de pagamento de dividendos podem reduzir a eficiência desse modelo de financiamento e, em determinadas condições, levar a empresa a utilizar recursos que poderiam ser destinados à compra de Bitcoin. Mesmo diante dessas preocupações, Saylor continua defendendo a utilização da criptomoeda como principal ativo de reserva da Strategy. Durante o ParaFi Investor Day, realizado na semana passada, o executivo também apresentou sua visão sobre o futuro de produtos financeiros lastreados em Bitcoin. Uma das ideias mencionadas envolve a criação de instrumentos financeiros vinculados ao dólar e apoiados em reservas de Bitcoin, que poderiam oferecer rendimentos anuais entre 6% e 8%, segundo o executivo. A proposta ainda representa uma visão de desenvolvimento de novos produtos, e não o anúncio de uma stablecoin já disponível no mercado. Por enquanto, a Strategy mantém sua estratégia de captar recursos por meio de instrumentos financeiros e ampliar gradualmente sua posição em Bitcoin, mesmo em períodos de queda de preços. A porta de entrada para o bitcoin, a maior criptomoeda do mundo, está no MB. É simples, seguro e transparente. Deixe de adiar um investimento com potencial gigantesco. Invista em poucos cliques! 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