A Conab recebeu autorização para elevar em 260 mil toneladas a compra de milho em 2026, no âmbito do Programa de Venda em Balcão (ProVB), conforme portaria publicada nesta quinta-feira (3). Esta intervenção governamental tem como mecanismo principal o incremento da demanda doméstica, proporcionando um piso de preço para os produtores e garantindo o abastecimento para pequenas criações e cooperativas. Consequentemente, empresas agrícolas brasileiras com forte produção de milho, como SLCE3 e AGRO3, tendem a se beneficiar, enquanto grandes frigoríficos como JBSS3 e BRFS3 podem enfrentar maiores custos de insumo. Para o investidor brasileiro, a medida indica suporte governamental ao setor agropecuário, potencialmente estabilizando o câmbio do BRL em relação a exportações agrícolas robustas. Historicamente, programas de aquisição governamental, como os da década de 1990 para café, buscaram estabilizar mercados, resultando em valorização de até 15% para o produtor em períodos de excesso de oferta. O próximo gatilho a monitorar será a reação do mercado de futuros de milho e a eventual sinalização de novas rodadas de compras, com o horizonte de médio prazo apontando para uma demanda interna mais firme.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que os preços domésticos do milho no Brasil encontrem um suporte firme, possivelmente com um leve aumento de 1-2% devido à demanda adicional da Conab. O principal gatilho para uma movimentação mais significativa será a divulgação de novos dados sobre a safra brasileira de milho e a percepção do mercado sobre a continuidade ou expansão dos programas de apoio. No médio prazo (3-6 meses), a sustentabilidade dos preços dependerá da relação entre oferta e demanda global, onde a medida brasileira terá impacto limitado, mas pode mitigar a volatilidade para os produtores locais.
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