A Bloomberg Markets reporta que a pressão sobre as siderúrgicas chinesas persistirá até o final de 2026, devido à combinação de custos elevados de matérias-primas e uma demanda enfraquecida. Este aperto nas margens de lucro sinaliza uma desaceleração no maior mercado consumidor de minério de ferro e outros insumos siderúrgicos. Consequentemente, ativos de mineradoras como VALE3 e BHP, que dependem fortemente da demanda chinesa, devem sentir o impacto negativo. No Brasil, a depreciação dessas commodities pode afetar a balança comercial e o valor do BRL contra o USD. Historicamente, períodos de sobreoferta chinesa, como em 2015-2016, resultaram em quedas significativas nos preços do minério de ferro e lucros de mineradoras globais. O próximo gatilho relevante será a divulgação de dados econômicos chineses e quaisquer pacotes de estímulo governamental, com horizonte de médio prazo até o fim do ano.
A expectativa é de que a pressão sobre as siderúrgicas chinesas e, por extensão, sobre os preços do minério de ferro (VALE3, CMIN3), persista até o final de 2026. Os preços do minério de ferro (atualmente em torno de US$100-110/tonelada) podem testar níveis de US$90-95/tonelada nas próximas 4-6 semanas, especialmente se os dados de produção industrial chinesa continuarem fracos. Um ponto de virada seria um anúncio de grande escala de infraestrutura por Pequim.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real