Vitalik Buterin, co-fundador da Ethereum, previu uma probabilidade de 60% para um avanço significativo em criptografia, como os SNARKs, que tem o potencial de enfraquecer os intermediários financeiros de Wall Street, com um horizonte de conclusão para alguns desses primitivos até o final da década. O mecanismo econômico principal é a desintermediação, onde a tecnologia blockchain e provas criptográficas robustas eliminam a necessidade de confiança em terceiros, reduzindo custos operacionais e taxas de transação tradicionalmente cobradas por bancos e corretoras. Para o investidor brasileiro, o efeito seria indireto, via tendências globais de tecnologia e finanças, potencialmente influenciando fluxos de capital e a competitividade do BRL frente a moedas mais digitalizadas. Um paralelo histórico pode ser visto na desintermediação que a internet trouxe para setores como o de viagens (agências de turismo) ou varejo físico, embora Wall Street tenha demonstrado resiliência e capacidade de adaptação, muitas vezes cooptando ou adquirindo inovações. O próximo gatilho a monitorar seria o progresso técnico explícito nos SNARKs e a clareza regulatória em torno do uso de tais tecnologias em serviços financeiros descentralizados. No médio prazo, o cenário aponta para uma transformação gradual, onde a disintermediação será mais um vetor de eficiência e concorrência do que uma ruptura abrupta, com os intermediários tradicionais buscando integrar ou se adaptar às novas ferramentas criptográficas.
Nos próximos 12-24 meses, espera-se um progresso técnico contínuo em primitivas criptográficas, mas a adoção em larga escala no setor financeiro será gradual, dependendo da superação de barreiras regulatórias e de escalabilidade. A valorização de ETH e tokens DeFi será impulsionada por marcos de desenvolvimento e possíveis pilotos com instituições, mas os bancos de Wall Street provavelmente manterão sua dominância, adaptando-se ou integrando as novas tecnologias em vez de serem rapidamente enfraquecidos.
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