O governo federal brasileiro iniciou estudos para a gasolina E35, que conterá 35% de etanol anidro e 65% de gasolina, elevando a mistura atual da E32. Esta iniciativa, ainda não liberada para venda, indica uma tendência de aumento no consumo de biocombustíveis no país. Historicamente, o aumento da mistura de etanol na gasolina, como o ocorrido em 2015 de 25% para 27%, gerou valorização para as empresas do setor sucroenergético. O próximo gatilho a monitorar é a conclusão dos estudos governamentais e a eventual aprovação regulatória, esperada para o primeiro semestre de 2027. No médio prazo, a adoção do E35 solidifica a agenda de descarbonização do Brasil, com implicações estruturais para a matriz energética e para os investimentos no setor de biocombustíveis.
Se os estudos da E35 prosseguirem sem grandes obstáculos e a aprovação regulatória ocorrer até o final de 2027, espera-se que a demanda por etanol comece a se ajustar nos próximos 12-18 meses. Os principais gatilhos a monitorar são a divulgação dos resultados dos estudos técnicos e o cronograma de implementação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
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