Donald Trump está buscando maneiras de proteger os agricultores da expansão das isenções para refinarias relativas aos biocombustíveis, conforme reportado. A política de waivers, que permite às refinarias evitar a mistura de etanol e biodiesel, historicamente reduz a demanda por commodities agrícolas como milho e soja. Esta intervenção política visa mitigar o impacto negativo sobre a renda dos agricultores, potencialmente beneficiando ETFs como CORN e SOYB e produtores de etanol como ADM, enquanto pressiona refinarias como VLO. Para o Brasil, a manutenção da demanda global por biocombustíveis pode sustentar os preços de exportação de soja e milho, favorecendo empresas como SLCE3. Historicamente, a administração anterior de Trump implementou programas de apoio a agricultores, como o Market Facilitation Program em 2018-2019, para compensar perdas comerciais. O próximo gatilho será a formalização de propostas ou anúncios sobre as regras dos biocombustíveis, com o horizonte de médio prazo apontando para um ambiente de maior suporte governamental ao setor agrícola dos EUA, potencialmente às custas da indústria de refino.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que Trump detalhe as medidas de proteção aos agricultores, o que pode atuar como um catalisador positivo para os preços de milho e soja, que atualmente estão em patamares baixos. Se a política for percebida como robusta, CORN e SOYB podem testar altas de 3-5% no curto prazo. No médio prazo (2-3 meses), a eficácia da implementação e a reação da indústria de refino determinarão a sustentabilidade desses ganhos, com potenciais atritos regulatórios.
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